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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

As oportunidades e ameaças dos Clubes de Desconto

 
 
Pipocam pela internet nos últimos meses os lançamentos de sites oferecendo Clubes de desconto para os internautas. Nestes clubes os sócios não pagam pelo título e ainda tem direito a promoções diárias com descontos de até 90% nos mais diversos estabelecimentos.

Muitas empresas atraídas pela facilidade e atratividade têm feito ofertas a este público sem se preocupar com alguns fatores endógenos ao negócio como, por exemplo, a sua própria capacidade de atendimento.


  • O modelo dos sites de compras coletivas funciona da seguinte maneira: O usuário se cadastra e informa sua cidade.
  •   Ele passa a receber diariamente informações sobre descontos na sua cidade (em geral superiores a 50%);
  •     Caso um número definido de compradores na cidade seja atingido, os descontos passam a valer;
  •     Caso seja fechado um grupo de compras o site recebe uma comissão sobre as vendas efetivadas.

Onde estão as oportunidades?
 
Obviamente o baixo investimento e ampla visibilidade são as grandes oportunidades a serem aproveitadas.

É isso que muitos comerciantes buscam ao divulgar seus produtos e serviços, uma alternativa eficaz com investimento baixo. Para resolver esta equação os sites de compras e descontos que chegaram com força no mercado de vendas online.

Nesse contexto, um deles é o Clube do Desconto , que entrou no ar em agosto operando em São Paulo e agora chega a Brasília, oferecendo promoções diárias, com até 90% de desconto, em produtos e serviços variados, como teatros, bares, salões de beleza e muitos outros.

Apesar de ter apenas pouco mais de 1 ano de vida no mercado brasileiro, esse é um conceito já aprovado por empresas que procuram divulgar seu negócio a custos reduzidos. Com uma fórmula certeira, sites como o Clube do Desconto unem o desejo do consumidor por promoções e preços baixos ao poder de mercado das compras em grupo.

Onde estão as ameaças?

A grande oportunidade é atingir um grande público diretamente e a um custo baixo.  As ameaças não vêm dos fornecedores do serviço e sim das empresas que utilizam os serviços dos sites de descontos para promover seus negócios.

A lógica diz que o ideal seria oferecer uma experiência excelente, garantindo a cada um dos compradores dos vouchers um serviço perfeito e produtos de qualidade. Os sites de descontos levam o cliente até a empresa disposto a experimentar o serviço ou produto, disposição essa fruto de um ganho real, o desconto.

Cada empresa deveria se esmerar para transformar estes visitantes em busca de vantagens em promotores da empresa. Para que estes voltem mesmo sem novos descontos e indiquem a empresa a amigos.
Cabe ao ofertante ter um cuidado ainda maior, para tornar este cliente oportunista em um cliente fiel e promotor.

De nada adianta atrair e não se preparar para atender a demanda criada.
Imaginem se, por exemplo, 300 clientes aproveitam este desconto e tentam agendar um horário logo em seguida. Isso pode acabar "entupindo" o atendimento de uma empresa.
Agora imagine esta situação durante semanas, onde uma pequena empresa ou mesmo a média trabalha com uma margem de lucro muito pequena, o que irá acontecer?
Ou então ao usar o cliente ter a impressão de que o trataram de forma diferente, ou pior, justamente por vir só por causa do desconto. As pessoas irão usar o desconto e além de não voltar mais irão falar mal para todos os seus amigos.

A iniciativa é muito interessante por vários aspectos.
Para os clientes participar desses clubes de descontos pode ser uma excelente pedida para compras fantásticas e serviços de qualidade por preços que o cliente nunca imaginou pagar.

Para as empresas um investimento de custo baixo com grande atratividade para os clientes oportunizando conhecer os serviços da empresa.

E é ai que mora o grande perigo, a empresa não ter se preparado para a demanda criada. E em vez de conquistar novos clientes promotores da marca, cria sim uma legião de detratores. E o pior detratores on line que alastram suas experiências em alta velocidade pela internet, que é o meio ambiente natural deste público.
 
Claiton Pacheco
 
Fonte: Portal Franchising 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A febre dos descontos

Inspirados em modelo americano, os sites de compra coletiva se multiplicaram: hoje já são mais de 15, oferecendo serviços com até 90% de desconto aos milhares de usuários cadastrados. Mas será que esse é um bom negócio para os empresários participantes?

por Elisa Correa
 
 
 “OS SITES DE COMPRA COLETIVA NÃO SÃO UMA MODA PASSAGEIRA, E SIM UM MODELO DE NEGÓCIO” - Julio Vasconcellos, do Peixe Urbano
 
 
Durante os últimos cinco anos, quando viveu nos Estados Unidos, o economista Julio Vasconcellos, 29 anos, viu nascer o fenômeno dos sites de compra coletiva. O primeiro deles foi o GroupOn, criado por Andrew Mason em 2008. A ideia era simples: oferecer promoções a grupos de usuá­rios cadastrados.
 
O site funciona como um intermediário que negocia com as empresas descontos para determinados itens. Depois, divulga a oferta via e-mail às pessoas cadastradas. A promoção fica disponível por pouco tempo e precisa ser comprada por um grupo de consumidores. O site ganha uma comissão, que varia de 30% a 50%, e o usuário recebe um voucher para usar o serviço.
 
De volta ao Brasil, Vasconcellos fundou, ao lado de Alex Tabor e Emerson Andrade, o Peixe Urbano, site de compra coletiva que começou a funcionar em março. Seis meses depois, atingiu a marca de 1 milhão de pessoas cadastradas. O Peixe Urbano não está sozinho: já passam de 15 os sites de compra coletiva no Brasil. O ClickOn, fundado por Marcelo Macedo e mais dois sócios, já alcançou o número de 700 mil pessoas cadastradas. Resta saber até que ponto essas promoções são vantajosas para os empreendedores.  
 
 “ESSE TIPO DE SITE TIRA A PESSOA DA FRENTE DO COMPUTADOR E A LEVA PARA DENTRO DA EMPRESA” - Marcelo Macedo, do Clickon
 
 
TESTADO E APROVADO | Conheça aqui a experiência de empresas que ofereceram serviços nos sites de compra coletiva 
 
 KANJI SUSHI LOUNGE

Restaurante japonês criado há seis anos, com duas unidades em São Paulo
PROPRIETÁRIO: Tico Tanus, 30 anos
OFERTA: rodízio de sushi, de R$ 52,90 por R$ 20,90
ONDE ANUNCIOU? ClickOn.
RETORNO Foram vendidos 2.980 vouchers com validade de 45 dias após a promoção.
RESULTADO Até 12 de setembro, 1.303 clientes que compraram a promoção no site foram até o restaurante para aproveitar a oferta. Para cada cupom apresentado compareceram 2,3 pessoas.
QUANTO SAIU? "O custo do bufê é de, em média, R$ 30. Tomei a decisão de transformar minha verba de marketing em descontos para os clientes."
POR QUE ANUNCIOU? "Vejo o desconto como uma possibilidade de o cliente experimentar meu restaurante, gostar e depois voltar, pagando o preço normal. E ainda indicar aos amigos."
 
 
 
 GELATERIA PARMALAT
Franquia da sorveteria no Shopping Vila Olímpia, em São Paulo
PROPRIETÁRIA: Dora Wacked, 45 anos
OFERTA: um petit gâteau + uma bola de sorvete de qualquer sabor, de R$ 13,50 por R$ 6,75
ONDE ANUNCIOU? Clube Urbano.
RETORNO 3.927 cupons vendidos. A promoção foi ao ar no dia 1º de setembro e os cupons podem ser utilizados até 11 de novembro.
RESULTADO Até agora, 770 pessoas já usaram os cupons. A metade não conhecia a sorveteria.
QUANTO SAIU? "Posso dizer que empatei, mas tive de contratar mais um funcionário para conseguir manter a qualidade do atendimento."
POR QUE ANUNCIOU? "Como a marca já é forte, a ideia era avisar as pessoas de que a Gelateria estava no shopping, que é novo. É uma forma de marketing simpática. Com o desconto, o consumidor tem a oportunidade de experimentar meu produto." 
 
 
 
 VIMAX

Spa e salão de beleza de luxo aberto há nove meses no Shopping Vila Olímpia, em São Paulo
PROPRIETÁRIA: Luciane Schmall, 33 anos
OFERTA: lavagem, corte e escova, de R$ 191 por R$ 50
ONDE ANUNCIOU? Clube Urbano.
RETORNO 1.004 cupons vendidos. A oferta foi anunciada no dia 18 de agosto e pode ser usada até novembro, de segunda a quinta.
RESULTADO Até dia 16 de setembro, 250 pessoas tinham ido ao Vimax. Muitas contrataram outros serviços além da promoção e já voltaram.
QUANTO SAIU? "O valor da oferta estava bem abaixo da minha margem de custo. Mas é uma ferramenta muito rápida: em 24 horas, ganhei 1.004 novos clientes. Se eu conseguir fidelizar 10% deles, já é um grande negócio."
POR QUE ANUNCIOU? "Para divulgar meu negócio, que é novo e tem um conceito diferente, e para movimentar os dias de semana, mais tranquilos."
 
 
 
 
 CLUB CAPELLI & SPA
Salão de beleza e spa de luxo com três unidades no Rio de Janeiro
PROPRIETÁRIA: Cris Fernandes, 40 anos
OFERTA: escova de brilho com efeito espelhado, de R$ 150 por R$ 29
ONDE ANCIOU? Imperdível.
RETORNO Em seis horas, foram vendidos 650 cupons, o teto estabelecido pelo Club Capelli.
RESULTADO A oferta, anunciada em julho, vale até novembro. No dia 16 de setembro, cerca de metade dos vouchers já tinha sido usado. Muitos clientes contrataram outros serviços do salão no dia da escova.
QUANTO SAIU? "Além da comissão de 50% paga ao site, trabalhei muito abaixo do meu custo. Fiz um investimento em divulgação."
POR QUE ANUNCIOU? "Queria disseminar a filosofia do meu salão, que é o tratamento dos cabelos. E deu muito certo. Vários clientes que vieram fazer a escova com desconto fecharam pacotes de tratamento e já voltaram." 
 
 

 SWEET BRAZIL

Fábrica de chocolates finos criada na capital paulista em 1986, tem loja própria onde funciona um café
PROPRIETÁRIA: Paula Lima, 48 anos
OFERTA: bolo de brigadeiro ou de bem-casado, de R$ 58 por R$ 19,90
ONDE ANUNCIOU? Imperdível.
RETORNO 1.018 cupons vendidos. Os clientes podem retirar o bolo na loja até novembro.
RESULTADO Até 13 de setembro haviam sido entregues 200 bolos.QUANTO SAIU? "Como o site cobra 50% de comissão sobre o total vendido e ofereci o bolo a um preço abaixo do custo, no final acabou sendo mesmo um investimento em marketing. Acredito que funcionou como um chamariz."
POR QUE ANUNCIOU? "Porque queria tornar minha marca mais conhecida. Quem comprou a oferta precisa vir até a loja para buscar o bolo, e daí acaba conhecendo também os outros produtos." 
 
 
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Restaurantes apostam em sites de compras coletivas



O novo boom da internet que vem se popularizando a cada dia são os sites de compras coletivas. Os sites de compras coletivas oferecem descontos especiais (que variam de 50 a 90%, acreditem) em restaurantes, spas, cursos, shows, bares entre outros. As ofertas ficam disponíveis no site por um curto período de tempo, mas com descontos realmente atraentes a aceitabilidade do público tem sido grande e em alguns casos estes cupons de descontos se esgotam rapidamente.

Fomos em busca de informações para avaliarmos os prós e os contras deste serviço para Restaurantes e bares que querem investir neste serviço visando atrair novos clientes para seus estabelecimentos.

Primeiramente é importante explicar o funcionamento destes sites para que os donos de restaurantes e bares possam entender melhor o processo.

Os sites de compras coletivas (SCC) selecionam o que há de melhor na cidade e publicam com um desconto por um período. A oferta também é enviada por e-mail para todos os clientes cadastrados.

Ao receber uma oferta o cliente efetua a compra on-line e aguarda a confirmação do pagamento. Em seguida um cupom com o desconto oferecido é enviado para o cliente. A partir daí basta o cliente comparecer ao local escolhido e utilizar seu cupom com o devido desconto.

Analisando esta ferramente de marketing para os donos de restaurantes e bares que querem investir neste novo tipo de divulgação podemos destacar o seguinte:

- No caso de restaurantes e bares a possibilidade de atrair novos clientes que nunca tenham visitado seu estabelecimento é grande.

- É preciso ficar atento à quantidade de cupons oferecidos, pois é preciso estar preparado para atender os clientes caso todos os cupons tenham sido vendidos. Portanto seja cauteloso, se você ainda não experimentou este serviço ofereça um número moderado de cupons para desconto a fim de avaliar como será sua primeira demanda de clientes.

- Mantenha a qualidade do atendimento e dos produtos mesmo para os clientes que estão utilizando o cupom de descontos, afinal ele poderá voltar mais vezes se tiver gostado do seu estabelecimento. Portanto não diminua o tamanho dos pratos ou o tempo de atendimento destinado a estes clientes. Seu estabelecimento não está vendendo uma amostra do serviço e sim um serviço completo.

- Como esta modalidade de vendas ainda é novidade no Brasil e o investimento não é baixo, pois além de oferecer o desconto, o seu estabelecimento paga um percentual para o site. Avalie bem as condições antes de fechar o negócio


Relação de sites que oferecem este tipo de serviço:


Peixe Urbano ( www.peixeurbano.com.br )


Clube Urbano ( http://www.clubeurbano.com.br )


ClickOn ( http://www.clickon.com.br )


Oferta Dia ( http://ofertadia.com.br )


Imperdível ( http://www.imperdivel.com.br )


City Best ( http://citybest.com.br )


Fonte: Gestão de Restaurantes

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Compra coletiva oferece descontos e gera visibilidade para o vendedor

Algumas lojas dão descontos de até 90% para as operações, feitas por grupos de gente que nem se conhece. Confira na coluna Conecte de hoje.

  

Liquidação total, o patrão enlouqueceu! Iogurte gelado de R$ 9 por R$ 2,69. Pizza grande, de R$ 35, por R$ 9,90. Depilação completa, de R$ 135 por R$ 29.

Não, gente, ninguém está doido. Essas ofertas são reais e estão na internet. Bem-vindo ao mundo das compras coletivas.
Atenção, mulheres! Essa reportagem é pra aquelas que se orgulham de uma compra bem feita e baratinha. Mônica Machado não perde um super desconto. Pela internet, comprou um dia de madame no spa. Banho de espuma e sais, esfoliação, escalda pés, uma sessão de reflexologia, além de uma super massagem corporal: tudo isso de R$ 459 por R$ 99! “Se o propósito era relaxar, estou super relaxada. Ainda mais para quem mora nas grandes cidades. E pelo preço, nem se fala”, diz a advogada.

Para quem ainda não embarcou nesta febre, o modelo mais comum funciona assim: um site oferece um serviço ou produto com descontão, de 50% a 90%, durante 24 horas. Mas esse preço baixinho só tem valor se um número determinado de pessoas comprar a oferta. Depois de atingido esse número mínimo, todos ganham cupons que dão direito à promoção.

“Na maioria das situações, a gente bate o mínimo por muito. A gente teve uma iogurteria no Rio de Janeiro que, acho que o número mínimo era 50, e a gente vendeu 23 mil frozen yogurts em 24 horas, que é o número que eles vendem em três meses”, diz Júlio Vasconcellos, criador do site Peixe Urbano.

Os sites de compra coletiva mexem com um fator que é fundamental na hora da compra: o tempo. O relógio está correndo e o consumidor faz a compra por impulso. Muitas vezes, ele não precisa tanto daquilo que está levando, mas ele compra. A promoção está lá, vai durar muito pouco e, na dúvida, muitos escolhem aproveitar.

Difícil resistir a ofertas tão tentadoras. “Se a gente colocasse a oferta de um mês, provavelmente a pessoa ia entrar e falar assim ‘ah, será que eu compro ou não? Vou deixar pra amanhã’”, afirma Rodrigo Monzoni, proprietário e criador do Oferta Única.

A novidade que desembarcou por aqui no começo do ano faz sucesso nos Estados Unidos há um tempão.
“Pelo caso de sucesso americano, tudo indica que realmente não é um modismo, não é uma modinha. O primeiro grande site americano foi vendido com meses de existência por uma cifra maior do que US$ 1 bilhão. A gente já começa a ver compras, fusões e aquisições no Brasil, mesmo o segmento tendo pouco mais de um ano de existência. Enfim, é um modelo de negócio que já está transformando alguns empreendedores brasileiros, alguns pioneiros, em novos milionários da internet”, diz Gerson Rolim, diretor executivo da camara-e.net.

Júlio é o primeiro deles. Criou o site pioneiro e abriu as porteiras para outros 40 que surgiram depois. São mais de 150 funcionários, entre redatores, designers, representantes comerciais, e, é claro, uma galera que entende de computador, programação e internet. A maioria tem entre 25 e 30 anos de idade.

O jovem site já tem mais de um milhão de usuários. O faturamento é guardado a sete chaves, mas dá pra ter uma ideia. Veja só esse caso: um hotel de luxo de Búzios, no Rio, resolveu anunciar uma mega promoção. Um fim de semana, duas diárias por R$ 580, menos da metade do pacote normal, de R$ 1.200.

À meia noite de uma quarta-feira, foi dada a largada, e, às 8h30 da manhã, 200 pacotes já estavam vendidos. Depois, ao meio-dia, tudo teve que parar, porque foram 750 pacotes vendidos. Um sucesso para todos e uma loucura no setor de reservas.

Uma jogada de R$ 435 mil. O site ficou com a metade e o hotel com a outra: R$ 217.500 em 12 horas. No fim das contas, o hotel recebeu R$ 145 por diária, o suficiente para cobrir os custos.
O lance para o empresário não é o lucro. É conquistar novos clientes, divulgar a marca.

“O nosso objetivo não foi olhar isso. A gente tem que enxergar muito além, o que a gente recebeu de retorno. Fora que esse cliente que está lá, ele consome, e tem o boca a boca. Eu sei lá que ia conseguir atingir alguém que está em Cuiabá, fora toda a ação de marketing que a gente pode fazer no pós-venda. Esse cliente pode retornar, com outras situações que a gente pode oferecer na época de baixa temporada, o nosso mailing cresce muito mais, então tem todo um trabalho que pode fazer em cima desse cliente”, explica Tatiana, diretora do hotel Marina.

O mercado de compras coletivas é promissor, mas já existe um consenso de que poucos sites devem sobreviver. Pensando nisso, os sócios Rodrigo e Antonio aboliram aquele número mínimo para a promoção valer. A pessoa faz uma compra coletiva, pero no mucho!

“Ou seja, ela não precisa esperar formar o grupo. Então, comprou, ela sabe que vai levar e ela já imprime o cupom. Ela vai poder ir ao restaurante, no cabeleireiro, na estética, na hora”, diz Antonio Mouallem, proprietário e criador do Oferta Única.

Mas em meio às tentações dos sites, vale ter cuidado. As ofertas costumam ter prazo de validade, dia e condições para serem usadas. É bom ler as instruções na compra.

“Eu fiquei bem ressabiado no início. Porque a internet a gente tem uma tendência a não confiar. E eu não tinha o costume de comprar nada. Fiquei ressabiado por colocar senha, por ser cartão de credito, mas quando eu conversei com uns dois ou três amigos, e eles já tinham comprado, fiquei mais confiante. Fiz a primeira compra, beleza. Fiz a segunda compra, beleza. Agora fico lá pesquisando pra ver o que acontece. Porque deu certo, né?”, afirma o publicitário Sidnei Oliveira.

Tão certo que Sidnei comprou um jantar de surpresa para a namorada. Ele não curte comida japonesa, mas ela sim! Desculpa, Graziela, mas vamos revelar o valor do presente. O prato, para duas pessoas, sairia por R$ 92. Com a oferta, R$ 37. Para os clientes, vale a pena.

No boca a boca, o casal convenceu dois amigos a aproveitarem a promoção também. O rapaz ganhou pontos com a namorada. A compra é coletiva e o prazer também.
 
Fonte: Jornal da Globo

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Veja cuidados necessários antes de entrar na "onda" das compras coletivas



Limpeza de pele de R$ 180 por R$ 49. Rodízio de sushi de R$ 50 por R$ 19. Ingresso de teatro de R$ 40 por R$ 12. Quem, diante de um desconto que às vezes chega a 90%, não se sente tentado a comprar – e o mais rápido possível – uma oferta dessas? É apostando nessa sede por “superdescontos” que os sites de compras coletivas crescem no Brasil.  O UOL Tecnologia explica a seguir como funciona esse serviço e, principalmente, os cuidados que você deve ter antes de aderir à moda.

Você pode nunca ter ouvido falar em “compras coletivas online”, mas é provável que já tenha recebido algum e-mail de amigos com convites para entrar em sites como Peixe Urbano, Click On e Clube Urbano. Outra empresa que recentemente entrou nesse mercado é o Buscapé, que comprou o ZipMe, um site “centralizador” de ofertas de sites de compras coletivas.

O que esses sites fazem é criar “superdescontos” junto com bares, restaurantes, centros de estética, cinemas, teatros, que ficam disponíveis para compra online num período de 24 horas. Há um número mínimo de compradores que deve ser atingido – o que leva um usuário ávido para concretizar esse “negócio da China” a disparar e-mails para amigos e convidá-los para participar da oferta.

O problema é que pela grande procura que algumas dessas ofertas têm, um detalhe importante passa despercebido: a sua data de validade. É preciso ter em mente que, ao ligar para o estabelecimento para marcar o dia em que você vai usar a oferta, você pode acabar utilizando o serviço só daqui a dois, três, quatro meses em alguns casos.

Foi o que aconteceu com Helena Monteiro, usuária do Click On. “Comprei uma limpeza de pele, que tinha validade até 20 de março do ano que vem. Tentei ligar várias vezes logo depois da compra, mas o telefone do estabelecimento dava ocupado. Uma semana depois, quando consegui ser atendida, o único horário disponível era para dia 19 de março”, explica. “Apesar do Click On ter oferecido um reembolso como crédito em outra oferta, eu perdi meu poder de escolha. Queria usar o serviço antes de um casamento de uma amiga, mas isso não será possível.”

Além disso, o grande valor dos descontos acaba levando alguns compradores a comprar produtos e serviços por impulso. Aliado aos prazos de validade extensos, isso acaba exigindo dos consumidores um grande jogo de cintura para conseguir desfrutar de tudo o que compraram.

“Eu tenho uma planilha que mostra o que foi comprado, o prazo de vencimento e a data que marquei para utilizar a oferta”, explica Marcela Ramos, outra usuária do Click On. Ela compra, por exemplo, serviços de estética em salões diferentes, e vai agendando um por semana em cada um deles.

Marcela confessa que já chegou a gastar R$ 1 mil num único mês, com ofertas de pacotes de estética para ela, descontos em restaurantes e ingressos de teatro, cinema e circo para os filhos. “Também já comprei mais do que consegui utilizar, acabei passando por um período de muito trabalho e não tive tempo.” Ela reconhece que é difícil se controlar diante de preços tão atrativos. Mas vê mais pontos positivos do que negativos no serviço. “Com os sites de compras coletivas, eu consigo fazer mais coisas e me divirto mais”, destaca.

Já para Helena, o importante é que as pessoas avaliem o quanto elas realmente precisam daquelas ofertas. “Elas mexem muito com seu emocional e às vezes você compra algo de que não necessita”, adverte.

O que diz o Procon

Para o assessor técnico do Procon-SP, Marcos Diegues, é importante que as pessoas saibam previamente que existe um espécie de contrato firmado entre o consumidor e o site de compra coletiva. "Você está de acordo com o site que, para pagar aquele preço com bastante desconto, vai utilizar o serviço não de forma imediata", explica. É obrigatório, no entanto, que o site deixe isso claro nos termos de serviço e, principalmente, destaque o prazo de validade da oferta.

"As condições fundamentais e essenciais da oferta devem estar explícitas. Além disso, a empresa tem de cumprir o que ofereceu e na forma que ofereceu", alerta. Isso significa, por exemplo, que não podem ser cobradas taxas adicionais à oferta quando o cliente for utilizá-la.

Outra grande desconfiança dos consumidores é em relação a preços com descontos que atingem 90%. "O estabelecimento pode praticar preços diferentes dos usuais, considerando o grande volume de compradores que possibilita tal desconto." O que não pode ocorrer é uma maquiagem de preços: anunciar um serviço com desconto, quando na verdade o preço é idêntico ao integral.

A recomendação, caso o consumidor tenha problemas em utilizar as ofertas, é procurar o estabelecimento em primeiro lugar. Se não for possível um acordo, a pessoa pode procurar órgãos de defesa do consumidor, como o próprio Procon para reclamar seus direitos.


Outras dicas

Fique atento à data de validade do uso das promoções

Leia com atenção os termos de uso dos sites

Busque na internet se há reclamações sobre a empresa da oferta

Confira todas as formas de pagamento

Compare preços da oferta aos originais no site da empresa

Desconfie de ofertas com preços "mirabolantes"

Fonte: UOL Tecnologia