Mostrando postagens com marcador restaurantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador restaurantes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de março de 2011

Wraps e Go Fresh apostam na alimentação saudável

 As duas redes de franquias, do mesmo dono, crescem com estratégias diferentes e um mesmo ideal

Ricardo F. Santos 

Quando você não está muito satisfeito com um produto ou serviço prestado em alguma área, o que faz? Procura a concorrência, talvez. Se a insatisfação permanece, diz que a coisa não tem solução e, na maior parte das vezes, acaba deixando o assunto de lado. O empresário Marcelo Ferraz, 42, insatisfeito com a minguada oferta de comida saudável no mercado, agiu diferente. “Por incrível que pareça, quando fundei a Wraps, só queria um lugar onde pudesse comer”, diz ele. Assim começaram muitos negócios de sucesso.
 “Wrap” é uma adaptação dos americanos para os “burritos” mexicanos, basicamente uma massa fina que enrola um recheio geralmente simples, como salpicão ou maionese. Com o potencial dessa comida em mente, Ferraz uniu-se à chef de cozinha Carole Crema e juntos desenvolveram wraps gourmet, que levam recheios mais leves e sofisticados, como filé mignon, peixes, queijos light e folhas verdes. Em 2003, Ferraz abriu a primeira unidade da Wraps.

“A experiência foi ótima, tanto que abrimos mais duas no final do mesmo ano”, diz o dono. Apesar de ter aberto a Wraps por interesse pessoal, não demorou quase nada para Ferraz perceber um mercado com boas oportunidades. Hoje, a rede tem 11 unidades, duas no Rio de Janeiro e nove em São Paulo, com média de faturamento de R$ 250 mil por mês por loja. A maioria do público ainda é feminina, mas a diferença está menos gritante. “A proporção de 70-30 passou para 55-45. Convencemos os homens, em geral mais glutões, de que comer comida saudável não vai deixá-los com fome”, afirma Ferraz.
Com a refeição custando em torno de R$ 40, o restaurante mira as classes AB. Diferentemente do irmão americano, em geral comido com as mãos e sem muita necessidade de prato, o wrap gourmet tem uma apresentação mais sofisticada, e a proposta de ser consumido mais lentamente.

Saudável e ágil
 
Há pouco mais de dois anos, Ferraz viu surgir a necessidade de uma comida que fosse, além de saudável, rápida. Por mais de um ano, ele viajou para Estados Unidos, China, Inglaterra e América Central para conhecer modelos de fast food saudável e tentar adaptar para o paladar brasileiro.
Montar a própria salada, mais um grelhado e um pão integral pareceu dar certo. “Ficamos dois anos testando a Go Fresh com duas lojas próprias, e agora estamos abrindo duas franquias”, afirma Ferraz. No final de março ele inaugura a primeira franquia no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, e prevê a abertura de mais quatro até o fim do ano.

Com a refeição variando de R$ 15 a R$ 20, a rede de fast food saudável abrange a classe C, enorme público consumidor. Por isso, Ferraz acredita que a Go Fresh tenha mais potencial de crescimento do que a Wraps, e deseja abrir cem lojas ao final de sete anos. “Mesmo que eu tivesse todo o dinheiro para abrir cem lojas amanhã, não o faria nesse momento, porque o mercado de alimentação saudável não está amadurecido o suficiente”, afirma Ferraz.

Mesmo que o mercado não esteja plenamente desenvolvido, em pouco mais de um ano as unidades da Go Fresh já faturam R$ 120 mil por mês. Outro dado positivo é o crescimento de 20% no faturamento. As regiões prioritárias na expansão são as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e o interior de São Paulo. Uma pesquisa encomendada pela própria empresa mostrou que, além de Brasília, são esses os lugares em que o consumidor, atualmente, se preocupa mais com alimentação saudável.
Para combater as lasanhas e macarronadas dos almoços de cada dia, Ferraz procura franqueados que se identifiquem com essa proposta saudável. “Quando a pessoa vive isso, também passa isso para o cliente”, diz ele.

Quanto custa ter uma franquia da Wraps

Tipo de negócio Restaurante especializado em alimentação saudável.
Data de fundação da empresa 2003
Investimento inicial De R$ 350 mil a 450 mil
Taxa de Franquia R$ 80 mil
Royalties 6% sobre faturamento bruto
Capital de giro Não informado
Taxa de publicidade 2% sobre faturamento bruto
Faturamento médio mensal R$ 250 mil
Lucro líquido Não informado
Prazo médio de retorno do investimento De 24 a 36 meses
Prazo de contrato 60 meses
Regiões de interesse São Paulo, capital e interior, e Rio de Janeiro, capital
Área mínima da unidade De 75m2 a 200m2
Funcionários De 13 a 20
Apoio ao franqueado A franqueadora dá suporte permanente ao franqueado em tudo que se refere a sua unidade.
E-mail atendimento@wraps.com.br
Site www.wraps.com.br
Telefone (11) 3078-2282

Quanto custa ter uma franquia Go Fresh

Tipo de negócio Fast food especializado em alimentação saudável
Data de fundação da empresa 2009
Investimento inicial A partir de R$ 150 mil (depende do tamanho e necessidade de adaptação da loja)
Taxa de Franquia R$ 49 mil
Royalties 8% sobre o faturamento bruto
Capital de giro R$ 50 mil
Taxa de publicidade 2% sobre o faturamento bruto
Faturamento médio mensal R$ 120 mil
Lucro líquido Não informado
Prazo médio de retorno do investimento 24 meses
Prazo de contrato 60 meses
Regiões de interesse São Paulo, capital e interior, e Rio de Janeiro, capital
Área mínima da unidade 25m2
Funcionários De 8 a 10
Apoio ao franqueado A franqueadora dá suporte permanente ao franqueado em tudo que se refere a sua unidade.
E-mail atendimento@wraps.com.br
Site www.gofresh.com.br 
Telefone (11) 3078-2282


Fonte: PEGN

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Setor de gastronomia surpreende no Brasil




Carlos Ferreirinha*

Há muitos anos temos observado o crescimento importante da gastronomia brasileira, que realmente alcança um patamar de prestígio, de qualidade e de luxo surpreendente. Esse sucesso leva até mesmo a uma muralha, que dificulta grandes bandeiras internacionais de penetrarem no país. Ao contrário, o que começamos a observar é um movimento de restaurantes brasileiros, de nome e sobrenome, se internacionalizando. Como se percebe com a expansão da rede Fasano, que já tem operações em Punta del Este.

Seguindo o mesmo movimento, quando se fala em luxo e na gastronomia brasileira, não se falam mais em nomes estrangeiros que fizeram carreira no Brasil. Esse era o histórico há alguns anos, mas nós temos hoje uma safra nova de jovens chefes que estão redesenhando a gastronomia brasileira e realmente posicionando esses restaurantes tipicamente brasileiros, ou releituras brasileiras de gastronomias internacionais, mas que são absolutamente nascidos, criados e amadurecidos no mercado brasileiro.

A gastronomia nacional faz parte até mesmo de ações de marcas centenárias, que se reiventam. Um exemplo é a Maison Perrier-Jouët, dona de uma tradição de quase 200 anos de história na França, que surpreende ao criar uma experiência com o restaurante Mani, da chef Helena Rizzo, que já recebeu o prêmio de chef do futuro da Academia Internacional de Paris.

Em conjunto com o casal Helena Rizzo e Daniel Redondo, a marca centenária cria um menu harmonizado, unindo a bebida francesa e as especialidades contemporâneas e orgânicas da cozinha do casal para celebrar o lançamento do champagne Perrier-Jouët Belle Epoque Rosé.

É especial a junção entre os atributos tradicionais de uma marca como a Perriet Jouet e a exclusividade de um restaurante totalmente alinhado aos conceitos de contemporaneidade. A vinícola, que é fornecedora oficial da rainha Vitória e de toda a corte inglesa, teve início em 1811. Foi a primeira a criar um champanhe “seco” - denominação que passaria a Brut em 1880.

É profundamente inusitada a fusão entre os dois mundos. Movimento fundamental para uma marca histórica que quer manter-se viva em um mercado tão dinâmico. Inventando e reiventando, o setor de serviços e principalmente gastronomia surpreende e encanta. Mais um setor em que o brasileiro se destaca no mercado do Luxo.

Fonte:  Mundo do Marketing

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Food Service: mercado em potencial no Brasil





Um setor responsável por movimentar cerca de 181,1 bilhões de reais no Brasil em 2010 merece todas as atenções. Com o crescimento da busca por conveniência, a demanda tanto por alimentação fora de casa, como por gastos com delivery e pratos prontos e semiprontos aumenta no País ano a ano, tornando o Food Service um segmento chave para uma série de empresas da cadeia de abastecimento.

Com foco em trazer mais conhecimento para quem investe nesse setor no País, a GS&MD - Gouvêa de Souza criou em janeiro deste ano sua Unidade Food Service, em parceria com a Technomic, consultoria referência no segmento nos Estados Unidos, responsável por redes como Burger King, Dunkin Donuts, KFC, McDonalds, Outback Steakhouse, Pizza Hut e Taco Bell.

Ricardo Daumas, que já tem em seu currículo a experiência de sentir na pele o que é lidar com seu próprio restaurante, além de também já ter comandado as operações de food service dentro da rede de Livrarias Saraiva, assume a direção da unidade e nos conta onde estão os maiores desafios e oportunidades do setor no Brasil.

Como funcionará a nova unidade voltada para Food Service?

Daumas - Estaremos instalados aqui em São Paulo, no atual endereço da Gouvêa de Souza. Usaremos a infraestrutura e os recursos de ambas as empresas para o desenvolvimento das ações e para prover o mercado com informações e serviços dedicados ao aprofundamento do conhecimento e das práticas no segmento.

Que trabalhos já devem surgir dessa parceria com a Technomic?

Daumas - Já surgiram. Em novembro fizemos o I Fórum Foodservice Brasil no Centro Britânico, em São Paulo, já com a presença de Bob Goldin, vice-presidente da Technomic, que apresentou um cenário do mercado norteamericano, além da nossa pesquisa de hábitos do consumidor brasileiro. Em maio levaremos um grupo de profissionais e empresários brasileiros para Chicago, sede da Technomic. Lá visitaremos a NRA, principal evento para o setor de restaurantes e Food Service em geral. Também faremos visitas a operadores e distribuidores locais, além de palestras com os profissionais da Technomic e empresas referência no segmento. Parte deste programa será desenvolvido em ambiente acadêmico, e proporcionará um certificado de participação ao final.

O mercado de Food Service brasileiro se parece com o americano? O que a experiência de grandes redes de lá podem trazer para o nosso perfil de mercado?

Daumas - Costumo dizer que fomos educados como os europeus de quem descendemos, mas temos os hábitos de consumo dos norteamericanos que nos educaram com o cinema e a TV. Os mercados têm tamanhos muito diferente, mas quase tudo o que acontece aqui já aconteceu lá. Neste momento eles passam por um momento de muita competitividade não só por conta da crise imobiliária, mas porque estão precisando conviver com a mudança de hábitos do consumidor que quer comer melhor e de maneira mais saudável, e pagar o mesmo. Grandes players, produtores, distribuidores e operadores estão precisando rever seus processos e credos para fazer frente às novas e ágeis empresas e marcas com ofertas mais adequadas às novas tendências. Nós aqui vivemos ainda um momento de grande crescimento em quase todos os formatos, mas não devemos perder de vista a qualidade da operação, a manutenção de custos competitivos e o respeito às escolhas do consumidor. Pode ser que haja algum espaço para errar ou ser menos preciso hoje, mas não será assim para sempre.

Quais os desafios de assumir essa nova unidade?

Daumas - Basicamente o de unir o que há de melhor nas duas empresas, e conseguir oferecer tudo o que houver de melhor para o mercado. A ansiedade é grande, mas precisamos ser seletivos e respeitarmos o ritmo do mercado.

Há muita demanda de empresas brasileiras interessadas nesse ramo?

Daumas -
Sim, há uma demanda que aos poucos vai ficando mais clara. O mercado de alimentação é grande e organizado, mas a especialidade Food Service vai aos poucos ganhando corpo e visibilidade. É importante identificar os problemas comuns e trabalhar organizadamente por eles.

A unidade vai tratar também do Food Service no setor atacadista? No abastecimento desses transformadores que atuam no País?

Daumas -
Sim, toda a cadeia será atendida. Há uma demanda clara por especialização no que diz respeito à distribuição, e certamente poderemos ajudar nisso.

Você já atuava nesse segmento?

Daumas -
Como todos na Gouvêa de Souza, eu tenho um histórico razoável de operações de varejo, e quando tive o meu próprio Bistrô/Boulangerie aqui em São Paulo senti na pele o que é formatar uma operação desse tipo no Brasil. Mais tarde, já como profissional da rede de Livrarias Saraiva, liderei a renovação e expansão da rede de cafeterias que atuavam nas lojas com as principais marcas nacionais e internacionais como Starbucks, Delta, Havana e Suplicy. Por conta disso também me aprofundei em cursos que vão desde o processamento de alimentos até a beira do fogão, passando pelos vinhos e bebidas em geral, é claro.

Há nichos de Food Service que você enxerga crescendo daqui para frente? Onde existe um maior potencial?

Daumas -
Em todas as frentes. O mercado é crescente e está se especializando. Aos poucos vamos percebendo as redes se especializando pelo tipo de comida (pizzas, burgers, natural etc.), formato de operação (fast food, casual dinner, fast casual, cozinha temática) ou mesmo pela necessidade (delivery, ready to go). Vejo um grande potencial nos supermercados e lojas de conveniência, com comida feita na hora para ser levada pra casa, e também no mercado de comida natural que ainda me parece com poucas opções. Os antigos formatos também devem se renovar, e ganhar em profissionalização. Padarias, lojas de sucos, os “quilos”, todos devem se desenvolver em soluções que adicionem qualidade, higiene e bons processos, e nisso podem ter grande ajuda dos fornecedores de produtos e serviços.

E quanto as carências do mercado brasileiro? Onde ele mais peca nesse segmento?

Daumas -
Em mais opções, em mais qualidade, em mais conhecimento, em mais oferta. Num mercado que tem potencial para crescer sempre há carência por mais de tudo, e o nosso papel é o de tentar ajudar pelo menos numa parte disso.


Fonte: Portal NewTrade

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Na onda das Franquias



Apostar em grifes consolidadas é tentador, mas, como em qualquer negócio, há armadilhas.
Investir no próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros. Mas, para isso se concretizar, é necessário criar uma marca, torná-la conhecida no mercado, investir muito e esperar pelo reconhecimento dos clientes. A média de tempo para que essa identidade seja associada é de três a cinco anos para os novos empresários, um caminho tortuoso e de muita perseverança.

Há, no entanto, uma alternativa mais segura e que tem feito a cabeça de muitos candidatos a empresário. O segmento de franquias oferece um modelo pronto de negócio, cujos conceitos e produtos o empresário pode importar para a região que achar interessante e, a partir daí, difundir a marca.

Foi o que fez Ricardo Paternostro, 38 anos, morador de Brasília. Empresário há 20 anos, ele estava na área de casas lotéricas havia 14 e decidiu inovar. Procurou por diversos Estados do país e até fora dele uma marca que se encaixasse em seu perfil e que pudesse ser bem aceita pelo consumidor brasiliense.

Numa viagem ao Rio de Janeiro, três anos atrás, foi a um restaurante que servia temakis. Adorou. Não tinha nada parecido na cidade. Era um local no qual as pessoas podiam comer comida japonesa com rapidez e sem cerimônia. Encantei-me pelo Koni e trouxe a marca para a cidade conta o empresário.

O sucesso foi imediato e o retorno, mais rápido do que o esperado.

Os dois primeiros anos de manutenção de um negócio individual costumam ser críticos. No caso das franquias, no entanto, as facilidades são maiores e o setor está em pleno crescimento no país. Só em 2009, foi registrado aumenyo de 15% nesse tipo de estabelecimento, dado que representou faturamento de R$ 63 bilhões no período, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

De acordo com Laudson Diniz, especialista em franchising e em canais de distribuição, cerca de 80% dos empreendimentos individuais fecham em um ano. Número bem superior ao de franquias sem sucesso nesse período, que é de 20%.

- O franqueador já cometeu os erros primários, viu o que pode funcionar e o que não é aceito. Já conta com uma experiência maior e vai transferir toda essa competência para o franqueado, por meio de cursos, de consultorias e de um rigor de atuação no mercado detalhado justifica.

Mas nem tudo são flores no segmento das franquias. Na hora de escolher o ponto a investir, não se pode deixar influenciar por modismos, por empresas que fazem sucesso durante seis meses e depois saem do mercado por não ter mais novidades a oferecer aos clientes. Por isso é tão importante analisar bem a marca de interesse.

O trabalho de investigação começa pelo valor do investimento e em quanto tempo ele dará um retorno satisfatório. Se essa etapa for satisfatória o suficiente para o futuro empresário, o primeiro requisito está aprovado.

Fonte: Portal Franchising

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Aplicativo transforma iPhone em máquina de cartão de crédito




A Apple disponibilizou em sua AppStore um aplicativo que permite que comerciantes e profissionais liberais transformem seu iPhone em uma máquina de cartões da Cielo. O serviço também está disponível para o iPad e o iPod Touch e fará transações com cartões de crédito Visa, Mastercard e American Express.

Os interessados devem baixar o aplicativo no aparelho e credenciá-lo à Cielo, pagando uma taxa mensal de R$ 9,90. É necessária conexão com a internet para a troca de dados.

Para garantir a segurança, todos os dados das transações entre o aparelho e a Cielo serão criptografados.
O aplicativo não funciona para transações com cartões de débito. É preciso que o aparelho tenha, no mínimo, a versão 3.1 do iOS, o sistema operacional da Apple.

Deseja saber mais informações sobre esta inovação exclusiva da Cielo para oferecer aos seus clientes, leia o texto abaixo.

 

Multibandeira

O aplicativo permite que aparelhos iPhone, iPad e iPod touch funcionem como um terminal POS preparado para realizar pagamentos móveis com cartões de crédito Visa, Mastercard e American Express.

 

Oportunidade: Inovação com Resultado*

A inovação foi desenhada inicialmente para atender profissionais liberais, médicos, dentistas, advogados e arquitetos, público que prioriza mobilidade, praticidade e segurança.

O público potencial à tecnologia móvel (iPhone e simbrowsing) chega a 3,8 milhões de clientes no País, segundo levantamento da consultoria estratégica Roland Berger.

 

Segurança

Assim como um terminal POS, a solução segue as regras estabelecidas pelo padrão PCI (Payment Card Industry). Os dados do pagamento são criptografados e nenhuma informação do cartão fica armazenada no celular. O tráfego de dados é pago pelo usuário de acordo com o plano contratado pela operadora.

 

Como funciona?

Válida em todo território nacional, a tecnologia funciona com pacote de dados 3G/GPRS de qualquer operadora de telefonia móvel ou rede sem fio Wi-Fi. Para utilizar essa solução, é necessário baixar o aplicativo na App Store, loja de aplicativos da Apple. Após a instalação, o profissional deve se credenciar na Cielo, entrando em contato com a Central de Atendimento. 

Depois disso, o profissional liberal e demais profissionais já podem começar a vender. Basta inserir no aplicativo o montante da venda, número de parcelas, número do cartão de crédito, data de validade e código de segurança.

Ao finalizar a venda, o profissional poderá enviar o comprovante da transação via e-mail aos seus clientes.
O passo a passo para utilização do aplicativo está disponível no http://www.cielo.com.br/iphone

Up grade

Uma nova versão do aplicativo já está em desenvolvimento. Com o upgrade, o cliente poderá efetuar transações da Oi Paggo.
Fonte: Abrasel

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Vinho fino em embalagem Tetra Pak chega às gôndolas em setembro

Enquanto na Argentina as embalagens cartonadas já representam 45% da produção total de vinhos, no Brasil, a novidade só vai chegar em setembro.



Fornecida pela vinícola Wine Park, a marca Onorabile é formada por dois vinhos bi-varietais: Cabernet Sauvignon e Merlot (tinto) e Chardonnay e Riesling (branco). Inicialmente serão disponibilizados no mercado 35 mil unidades de um litro cada.

A embalagem cartonada asséptica da Tetra Pak dispensa proteção a luminosidade, além de não correr o risco de quebra. A inovação também trará economia, por conta da redução do peso e da dimensão da embalagem.

Com a promessa de unir qualidade a um preço acessível, o produto tem como proposta mudar a crença do brasileiro de que a bebida nacional acaba custando caro se comparada à qualidade percebida de um vinho importado de valor semelhante. Além disso, o Onorabile recebeu o selo FSC (Forest Stewardshio Council), o que significa que o processo de produção segue o padrão de gerenciamento responsável das florestas e de rastreabilidade do material utilizado.

Fonte: Portal Alimentação Fora do Lar

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Franquias de alimentos projetam alta de 18,8%

Os franqueadores brasileiros do ramo de alimentação estão otimistas e projetam faturamento 18,8% maior em 2010. O setor também crescerá com lojas físicas e a expectativa é a de que se intensifique a busca da região Nordeste como "a nova fronteira do franchising".
 
As operações de rua, crescentes nos anos anteriores a 2009, devem perder preferência para as de shopping centers no caso das lojas, enquanto a instalação de quiosques crescerá nos hipermercados e galerias. No geral, o setor vai bem, mas tem desafios pela frente, como os da alta rotatividade da mão de obra e custos com matéria-prima e ponto comercial.
 
Patrícia Cruz/LUZ
A rede Seletti aposta em qualidade, capacidade de abastecimento e preço para conquistar seu espaço no food service.
Os dados compõem pesquisa apresentada no 4º Seminário Setorial de Redes de Alimentação da ABF (Associação Brasileira de Franchising), realizado na última semana em São Paulo. O levantamento, desenvolvido pela ECD Consultoria Especializada em Food Service, analisa informações de 2009, envolvendo 41 redes com 5.308 pontos de venda, entre lojas franqueadas (84%) e próprias, que atingiram faturamento de R$ 11,877 bilhões no ano.
 
A amostra, ressalta o diretor da ECD, Enzo Donna, sinaliza tendências importantes às franquias e também ao restante do mercado, com informações sobre seis nichos de atuação. 
 
O segmento de sanduíches é o de maior participação na receita estudada (69%), seguido por comida variada (20%); docerias (4%); pizza/massa (3%); além de comida asiática e snack/cafeteria (ambos com 2%). Em todos eles, a maioria das lojas se concentra no Sudeste, com pelo menos 57,3% das operações – caso dos sanduíches. Nos demais segmentos (exceto comida variada), o percentual ultrapassa a 70%.
 
Concentração
No conjunto da amostra, a região Sudeste detém 67,5% das lojas, percentual que segundo o estudo cairá gradativamente até chegar a 60,2% em 2012, quando o Nordeste (com atuais 7,8%) deverá possuir 11,6% das lojas do ramo.
 
Donna ressalva que, no entanto, ainda há muito potencial para crescer no Sudeste. "É um desafio para o setor porque o sistema reduziu a concentração de lojas, mas a região é uma oportunidade mercadológica", afirma, referindo-se ao crescimento da procura por alimentação fora do lar. Os desafios também passam, de acordo com ele, pela necessidade de uma "revolução dos formatos", para fazer frente à falta (e preços altos) dos pontos comerciais.
 
Enzo ainda ressalta a necessidade de otimizar o faturamento nas lojas. O estudo mostra que elas recebem 76.134.153 clientes por mês. "É preciso atenção porque a concorrência é grande. Só na padaria entram mensalmente 210 milhões de pessoas para comer", compara.
 
A boa notícia, na comparação da amostra total com a mesma base de redes em 2008, é que o faturamento médio anual por funcionários aumentou 32% em 2009. Apesar dessa melhoria na produtividade da equipe, o setor ainda se debate com a alta rotatividade da mão de obra, de 50,2% no conjunto das lojas pesquisadas, chegando a 85,5% no segmento de sanduíches; 73,2% em docerias; 47,1% em culinária asiática; 40,5% em pizzaria/massa; 28,9% para snack/cafeteria; e 19,7% em comida variada. "O setor terá sérios problemas se não fixar a mão de obra. A qualificação será um diferencial", sugere Donna. 
 
A favor do franchising pesa a prática de promover treinamento inicial para o franqueado. O levantamento mostra que o modelo é adotado em 100% das redes ouvidas. 
 
Patrícia Cruz/LUZ
 
O estudo aponta que qualidade, preço e prazo de entrega, nessa ordem, se mantêm como os mais relevantes na decisão de compra das franquias de alimentação. "O sistema está associado à qualidade, mas temos que dizer ao consumidor. Isso é uma vantagem a ser explorada", analisa o diretor.
 
Condições 
Na rede Seletti Culinária Saudável, a principal preocupação, na hora das compras, é combinar qualidade, capacidade de abastecimento e preço. "Não há um primeiro lugar. Essas três condições têm que estar juntas. O nosso segmento é altamente competitivo e, devido à forma como programamos o cardápio (com itens que entram na combinação de vários pratos), se o fornecedor não entrega, quebra a cadeia", diz o sócio-diretor Luis Felipe Cunha Campos, um experiente executivo do franchising (ex-sócio do Spoleto).
 
A Seletti, com proposta de oferecer alimentação saudável, foi concebida por ele em 2007, cresceu com unidades próprias e há dois anos aderiu ao franchising. A rede oferece refeições e opções de lanches (hambúrguer vegetariano orgânico, por exemplo), propondo-se a "ser saudável, mas com sabor". Na receita do saudável entra também a forma de preparação (utilização do sal marinho em vez do sal refinado; ou do óleo de canola com azeite e erva no lugar do girassol).
 
A rede (oito unidades em operação, cinco em implantação e oito novos contratos de franquia assinados) atua predominantemente em praças de alimentação de shopping centers. "No segundo semestre de 2011, teremos a primeira loja de rua. O modelo está em teste, com projeto-piloto em São Bernardo do Campo", explica o empresário. 
Ele afirma que a tendência é o crescimento se concentrar nos shoppings, mas vê "com bons olhos" a possibilidade de lojas de rua nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. O franqueador planeja, ao longo dos próximos dez anos, chegar a 150 unidades, 25% delas sob comando da matriz. Abrir uma delas requer aproximadamente R$ 320 mil. 
 
Quem planeja entrar no ramo também deve observar mais dois aspectos relevantes do estudo da ECD. A pesquisa de 2009 já mostrou a força da internet para divulgação das campanhas promocionais do setor, com ganho de espaço também para a comunicação interna das redes. Outra boa notícia é que 83% das empresas adotam alguma ação associada à responsabilidade socioambiental. "Todas as práticas tiveram crescimento expressivo", diz Donna.
 
Fonte: Diário do Comércio

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ipod na chopperia



Uma soluçao ide inteligente (ou não) para controlar a quantidade de bebida consumida pelos clientes. O pub Taps, em Manchester, que possui chopeiras nas mesas, implantou um interessante sistema para medir a quantidade de chopps consumidos. Com um iPod Touch acoplado à chopeira, um aplicativo mostra aos clientes quantas canecas de chopp foram consumidas, e ainda separa a quantidade por tipo de chopp. Outra boa funcionalidade do aplicativo é permitir a inserçao de um ‘crédito para chope’ – quando ele acaba, o aplicativo fecha a torneira e é preciso ‘recarregar’ para uma nova dose. Genial!


Fonte: Marketing na Cozinha 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bares e restaurantes têm agora crédito sob medida para o turismo

Entrou em vigor no dia 03 de agosto uma nova linha de crédito para bares e restaurantes inscritos no Sistema de Cadastro de Pessoas Físicas e Jurídicas (Cadastur)do Ministério do Turismo(MTur).



A linha de crédito especial FAT Giro Setorial – Bares e Restaurantes conta com R$ 100 milhões para aplicação em 2010. Os recursos são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)e foram liberados em atendimento à uma solicitação da Abrasel junto ao MTur.

Operada pelo Banco do Brasil, a linha de crédito especial visa financiar capital de giro para micro e pequenas empresas do setor de restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas. Além de estarem inscritas no Cadastur, essas pequenas e microempresas devem constar da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE). As principais atividades beneficiadas: restaurantes e similares, bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas ou lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares.

O limite da linha é R$ 100 mil por empresa e o pagamento pode ser realizado em até 24 meses, incluída carência de cinco meses. Os encargos financeiros correspondem à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) – atualmente fixada em 6% ao ano – mais encargos adicionais a partir de 3,73% ao ano, representando uma taxa efetiva a partir de 0,78% ao mês. Os encargos financeiros variam de acordo com a classificação de risco da empresa e as garantias oferecidas.

Para ter acesso a esta linha de crédito, o primeiro pré-requisito é estar formalizado e ser, portanto, pessoa jurídica. Só assim é possível inscrever-se no Cadastur e usufruir de benefícios como participação em campanhas, feiras e eventos realizados pelo Ministério do Turismo e pela Embratur, o acesso a linhas de financiamento específicas para o turismo e o acesso a programas de qualificação promovidos e apoiados pelo MTur.

Fonte: Abrasel 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Santa Rosa, a rua dos donos de restaurante

Tradicional via do Brás tem lojas que vendem de laticínios e vinhos a produtos integrais

Conhecido ponto de abastecimento de restaurantes da cidade de São Paulo, a Rua Santa Rosa, no Brás, região central, é também um endereço disputado por paulistanos que gostam de comprar iguarias a preços praticamente de atacado. Ali, o consumidor acha produtos que geralmente só encontraria em empórios especiais, como o queijo mascarpone, ingrediente básico para uma tradicional sobremesa italiana, o tiramisú.

Lombo de bacalhau, presunto Pata Negra, figo Ramy, frutas secas a granel, o ano inteiro, e todos os tipos de grãos estão na lista de produtos das casas da região. A Santa Rosa faz parte da antiga zona cerealista - é formada por grandes armazéns do início do século passado, que foram reformados mas ainda guardam traços originais.

Veterana na rua, a Camanducaia tem como grande atração os queijos, de fabricação própria. Carro-chefe da casa, o quilo do queijo branco sai por R$ 8,50. O segundo produto mais vendido é o provolone, a R$ 12 o quilo, e o terceiro, o bacalhau do Porto. Tem desfiado, inteiro e o lombo - que é vendido a R$ 60 o quilo.

"Vendemos no varejo com preço de atacado", garante Santo Fasano, coordenador da área. "Só nos azeites temos descontos menores, apenas 10% a menos do que o mercado em geral."

Geração saúde. Há um ano, a Camanducaia abriu ao lado uma loja de produtos integrais. Foi na onda da região, que há quatro anos se especializa em oferecer o cardápio completo de qualquer vegetariano saudável. E isso quer dizer bife de soja, frutas e tubérculos liofilizados, arroz integral de diversos tipos e semente de linhaça, entre outras opções. Uma das primeiras casas que adotou essa frente foi o Armazém Santa Filomena. "Também damos assessoria para quem quer abrir uma loja do ramo", diz Ademar Pinheiro Machado, dono do Armazém Santa Filomena.

A Santa Rosa ainda tem um cardápio variado de produtos, que agradam até a quem prefere uma comida mais forte. Presunto Pata Negra (com osso) e vinhos são encontrados no Empório Pena, antigo Empório Santa Rosa. Já pimentas de todos os tipos estão no Temperão do Norte.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100710/not_imp579194,0.php

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Boas ideias de negócios na área de tecnologia

Da redação

R$ 1.000.000
32. PAGAMENTO DIGITAL

EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES:
R$ 900.000 (cinco computadores, servidor, internet banda larga, linha telefônica, móveis de escritório, softwares, gerador, data center, terceirização de criação de módulos de sistemas)
CAPITAL DE GIRO: R$ 100.000
FATURAMENTO MÉDIO MENSAL: R$ 50.000
FUNCIONÁRIOS: 5 (o dono e 4 especialistas em software e hardware)
PRAZO DE RETORNO: 36 meses

Revista PEGN

ARMINDO FREITAS MOTTAJR., DONO DA WAPPA
A empresa planeja crescer 100% neste ano coma expansão do sistema de pagamento via celular


O mercado de pagamento de contas por celular ainda é pouco explorado e muito promissor. Ainda sem uma tecnologia dominante, quem apresenta soluções eficazes ganha espaço rapidamente. É o caso da Wap¬pa, de São Paulo, que faturou R$ 15 milhões em 2009 e planeja crescer 100% neste ano. Seu principal produto atende uma prosaica necessidade corporativa: o controle das corridas de táxis de empregados.

A Wappa começou a desenvolver seus projetos em 2002. Em princípio, criou a tecnologia de olho nos clientes de tíquetes-refeição. Não conseguiu explorar esse nicho. O empresário Armindo Freitas Motta Jr., 31 anos, afirma que o conceito era muito novo para implantar o sistema em um mercado tão grande e complexo. “Era preciso ter uma rede credenciada muito extensa. Além disso, as pessoas tinham certo apego à cultura do cheque físico”, lembra.

Um produto derivado para pagamento de táxis acabou por se revelar a grande oportunidade. “É um mercado que movimenta R$ 1 bilhão por ano. Muitas empresas têm problemas para controlar boletos e vouchers”, diz Motta Jr. O sistema atribui um crédito por funcionário ou centro de custo e permite o pagamento via celular em 80 cidades de 24 estados. O gestor pode acompanhar em tempo real as transações. “A transparência chega a gerar 40% de economia para os clientes”, afirma o dono da Wappa.

Para iniciar um empreendimento na área, Motta Jr. afirma que o grande investimento deve ser feito no desenvolvimento do sistema e da estrutura de apoio, com servidores, data center e terminais. O serviço de programação pode ser terceirizado, mas a equipe de operação e manutenção tem de ser própria.


http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI114201-17192,00-BOAS+IDEIAS+DE+NEGOCIOS+NA+AREA+DE+TECNOLOGIA.html

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Importancia da Tecnologia da Informação

Atualmente, a Tecnologia da Informação participa do dia-a-dia das organizações, vezes como uma arma eficiente de gestão da informação e de apoio às decisões, gerando um diferencial competitivo no mercado, vezes como uma ferramenta que afeta interesses, valores e rotinas há muito tempo centralizado em pessoas.

A competitividade e a sobrevivência das Organizações dependem cada vez mais de sua capacidade de perceber as mudanças e antecipar-se às novas demandas, realinhando os investimentos em competências, tecnologias, produtos, serviços e mercados. A velocidade com que a informação e o conhecimento são criados e circulam sem fronteiras, potencializa a importância do capital intelectual.

As Organizações dotadas de Inteligência Empresarial, estrategicamente apoiadas pela Tecnologia da Informação (TI), certamente estarão à frente no mundo dos negócios.
A tendência natural é tentar medir o valor da informação pelo quanto adicional ela traz, entretanto, o conceito mais amplo e correto é o custo de oportunidade - quanto custa não tê-la.

Neste sentido, medir o valor da informação passa a ser um processo semelhante ao de um seguro ou propaganda - quanto custa não ter". Portanto, nesta abordagem amplamente utilizada, a informação é tratada como recurso, possuindo então custo e valor, taxa de retorno, custo de oportunidade de não se ter a informação; pode existir uma sinergia ao combinar dados cujo resultado final é maior que a soma das partes.

Independente do tipo de organização - privada ou pública - o administrador orienta suas decisões de investimentos adotando o princípio da racionalidade econômica: obter o máximo resultado com um dado montante de recursos ou minimizar este montante para obtenção de um determinado resultado. Para esta análise, os recursos de informações oportunas e de qualidade são fundamentais para a decisão de maneira a garantir uma atuação eficaz da administração nas áreas sob sua responsabilidade.




Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-importancia-da-tecnologia-da-informacao/10961/

terça-feira, 22 de junho de 2010

Empresas que usam relógios de ponto eletrônicos têm até agosto para se adaptar à nova legislação

Empresários que utilizam pontos eletrônicos conseguirão controlar com mais precisão as horas extras de seus funcionários e evitar, assim, ações trabalhistas. Para isso, no entanto, esses empreendimentos têm até o dia 25 de agosto para se adaptar à portaria Nº 1.510 de 21 de agosto de 2009, que regulamenta o registro eletrônico dos expedientes dos trabalhadores de uma empresa. A norma é obrigatória para os negócios que já usam relógios de ponto eletrônicos. Quem tem um controle manual ou tem menos de 10 funcionários não precisa se adaptar.

Editada e aprovada para evitar fraudes no controle das jornadas de trabalho, a portaria exige que os relógios de ponto eletrônicos usados nas empresas emitam comprovantes em papel em todas as entradas e saídas dos trabalhadores, como os recibos produzidos pelas máquinas de cartão de crédito, que podem servir como provas para possíveis ações judiciais. “A medida ajuda tanto os funcionários, que terão em mãos um comprovante das horas extras, quanto os empresários que querem evitar o pagamento de horas extras inexistentes”, diz Mayra Palópoli, especialista em direito empresarial do escritório Palópoli Advogados Associados.

O novo sistema é composto pelos programas de tratamento, conjunto chamado de Sistema de Registro Eletrônico (SREP) – válido a partir da publicação da portaria -, em que o empregador poderá fazer observações sobre a jornada de trabalho de seus funcionários; e pelo equipamento de registro, chamado de Registrador Eletrônico de Ponto (REP).

Esse equipamento deve conter um tipo de “caixa preta” que armazenará as informações sobre o horário de trabalho dos funcionários, impedindo alterações, e uma entrada USB, para que o responsável tenha acesso a esses dados. “Aqueles que não se adaptarem ao novo padrão podem receber multas que podem chegar a R$ 17 mil”, diz Mayra. O sistema pode ser avaliado pelos fiscais por meio de denúncias dos próprios funcionários ou por visitas periódicas feitas pelo ministério do Trabalho.

Aumento da demanda e dos gastos
Segundo levantamento da Madis Rodbel, empresa fabricantes de relógios de ponto e controle de acesso, feito com clientes e parceiros, apenas 10% das empresas já providenciaram a troca dos equipamentos de relógio de ponto eletrônico.
Ainda assim, com a proximidade do fim do prazo para a adaptação à nova lei, a demanda pelos relógios eletrônicos tem aumentado. Outra fabricante de relógios de ponto, a Diponto, por exemplo, triplicou as vendas desde a aprovação da nova portaria. “O que temos feito é criar uma lista de espera para aquisição dos equipamentos”, afirma Rodrigo Boaro, diretor comercial da empresa.
A adaptação à portaria também levará a um aumento nos gastos. “Essa é a maior preocupação e impacto para as empresas, principalmente as pequenas”, afirma Mayra. O equipamento homologado e que emite o tíquete para o funcionário custará quase quatro vezes o preço do equipamento cartográfico. Segundo a Diponto, uma empresa com 50 funcionários terá um custo adicional de R$ 2 mil por ano em bobina de papel. “Nesse ponto foi uma infelicidade do ministério, que não pensou nas implicações ecológicas desse procedimento”, diz Mayra sobre o gasto de papel que resultará da nova legislação.

Fonte: http://revistapegn.globo.com